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Panorama GlobalInternacional
🕊️ "O acordo com a Republica Islamica do Ira esta agora completo" — Trump confirmou na Truth Social. O primeiro-ministro do Paquistao, Shehbaz Sharif, anunciou no domingo o encerramento imediato e permanente das operacoes militares entre EUA e Ira em todas as frentes, incluindo o Libano. Ormuz sera reaberto e o bloqueio naval americano removido na sexta-feira (19). Cerimonia de assinatura na Suica no mesmo dia.
S&P 500+1,13%Futuro
Nasdaq+1,93%Futuro
Nikkei+4,99%Japao
Kospi+5,20%Coreia do Sul
Brent−4,92%US$ 83,03/bbl ↓↓
WTI−5,40%US$ 80,30/bbl ↓↓
Treasury 10a4,443%↓ de 4,489%
Bitcoin+2,87%US$ 65.586
Cronologia do acordo — o que acontece agora
Dom 14/06
Acordo anunciado pelo PM do Paquistao e confirmado por Trump. Encerramento imediato das operacoes militares em todas as frentes.
Seg–Sex 15–19/06
G7 em Evian (15-17/06). Primera reuniao do Fed sob Warsh (quarta). Preparativos para a abertura de Ormuz.
Sex 19/06
Cerimonia de assinatura na Suica + reabertura de Ormuz e remocao do bloqueio naval americano.
Proximo mes
Negociacoes nucleares detalhadas. Levantamento de sancoes de petroleo. Liberacao de metade dos fundos iranianos congelados.
- Trump elogia Xi e Putin por seu papel no acordo — sinal de que foi uma negociacao multipartidaria de bastidores
- Israel atacou Hezbollah no Libano apos o acordo — Trump disse que "nao deveria ter acontecido"; tensao residual, mas sem ameaca ao acordo principal
- Fed na quarta: primeira reuniao sob Warsh — manutencao em 3,50%–3,75% esperada. Com o petroleo em queda e o acordo assinado, abre-se espaco para sinalizar cortes
- G7 em Evian a partir de hoje — liderancas globais se reunem sob o peso do pos-guerra e dos desafios economicos
Ibovespa (sex.)−0,21%171.133 pts
Dolar (sex.)−0,77%R$ 5,06
Brent hojeUS$ 83Menor desde antes do conflito
Copom esta semanaQuartaMercado: manutencao em 14,5%
💵 Impacto imediato esperado no Brasil: com Brent abaixo de US$ 83 e o dolar ja recuando para R$ 5,06 na sexta — antes mesmo da confirmacao do acordo — a abertura desta segunda deve trazer forte apreciacao do real e alta do Ibovespa. A defasagem da gasolina (−44% em 12/06) deve convergir rapidamente para niveis de equilibrio com o petroleo voltando aos patamares pre-conflito.
🏦 Copom decide a Selic na quarta: a maior parte do mercado espera manutencao em 14,5% ao ano. Com o acordo de paz, o cenario inflacionario muda estruturalmente — Brent caindo, dolar se fortalecendo e o risco de alta da Selic praticamente desaparece. O comunicado pós-decisao sera mais relevante do que a decisao em si: o mercado quer saber se o BC sinaliza retomada do ciclo de cortes.
- CNPE deve aprovar 32% de etanol na gasolina em 24 de junho — mais um vetor desinflacionario no horizonte proximo, combinando com a queda do petroleo
- IPCA de maio confirmou aceleracao para 4,65% (teto da meta de 4,5%) — mas o dado tende a ser visto como o "pico" do conflito, com desinflacao a vista
- Conta de luz deve subir 8,6% em 2026 (Aneel) — pressao em precos administrados persiste mesmo com o fim da guerra
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Empresas em DestaqueCorporativo
- Petrobras (PETR3/4): deve recuperar seu edificio Sede em 2028. A presidente Magda Chambriard confirmou que o presidente da Pemex (Mexico), Juan Carlos Carpio, vem ao Brasil em junho para discutir cooperacao bilateral entre as estatais. Com o acordo, a Petrobras pode reduzir precos de combustiveis nas refinarias nas proximas semanas.
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Análise do DiaResearch BTG Pactual
O dia mais importante para os mercados desde o inicio do conflito em marco. O acordo EUA-Ira e a reabertura de Ormuz na sexta representam o fim de quatro meses de choque de oferta de petroleo — o mais severo desde 2022. Segundo o research do BTG Pactual, o impacto para o Brasil e estrutural e positivo em multiplas dimensoes: o Brent abaixo de US$ 83 elimina a pressao sobre as defasagens dos combustiveis e abre espaco para a Petrobras reduzir precos nas refinarias; o dolar deve recuar de R$ 5,06 para niveis mais proximos de R$ 4,90 nas proximas semanas; e o Copom, que estava cogitando alta de juros ha apenas uma semana, ganha espaco para sinalizar retomada do ciclo de cortes. O BTG destaca que a primeira reuniao do Fed sob Warsh na quarta e o evento-chave desta semana: com petroleo caindo e um acordo de paz historico, o novo presidente do banco central americano pode sinalizar a abertura para o primeiro corte de juros nos EUA — o que teria impacto global relevante para emergentes. O risco residual e a implementacao: Ormuz so reabre oficialmente na sexta, e o El Nino confirmado pela NOAA assume o posto de proximo desafio inflacionario para o segundo semestre.
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Radar de Inflação
Monitoramento de Preços
Brent
US$ 83,03
−4,92% — menor desde antes do conflito
Defasagem Gasolina
−44%
Abicom · 12/06 — tendencia de melhora
IPCA 12 meses
4,65%
Maio — acima do teto de 4,5%
El Nino
Ativo
NOAA confirmou — proximo risco
- Petroleo abaixo de US$ 83 — mudanca estrutural: com Ormuz reabrindo na sexta e as sancoes sendo levantadas, a oferta global de petroleo deve normalizar nas proximas semanas. A trajetoria e de queda adicional — WTI ja em US$ 80 — o que eliminara as defasagens acumuladas desde marco
- Defasagem da gasolina em −44% (12/06): leitura ainda anterior a queda do petroleo desta semana. Com Brent em US$ 83, a defasagem converge rapidamente — se o Brent cair para US$ 75-78, a gasolina voltaria ao equilibrio sem necessidade de reajuste
- IPCA de maio em 4,65% — o pico do conflito: dado que furou o teto da meta sera o ultimo pressionado pela guerra. Com petroleo caindo e cambio apreciando, o IPCA de junho e julho devem mostrar desinflacao expressiva — reabrindo espaco para o Copom cortar
- CNPE aprova etanol a 32% em 24 de junho: medida estrutural que reduz dependencia de gasolina importada — coincide com o momento de normalizacao do mercado de petroleo, potencializando o efeito desinflacionario
- El Nino assume o protagonismo: com a guerra encerrada, o fenomeno climatico e o principal risco para o segundo semestre — seca no Norte/Nordeste e chuvas no Sul afetam graos e energia. Conta de luz deve subir 8,6% em 2026 (Aneel) e o risco de 2027 e ainda maior
📌 Leitura do Radar: o acordo EUA-Ira e o maior evento desinflacionario possivel para o Brasil — elimina o choque de oferta de petroleo, aprecia o real e abre espaco para cortes de juros. A trajetoria das defasagens agora e de convergencia rapida para o equilibrio. O El Nino ja confirmado e o proximo desafio — mas de menor magnitude imediata do que a guerra.
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Clipping de NotíciasSeleção do Dia
As 5 notícias com maior impacto para o mercado financeiro desta edição.
01
EUA / Ira / PaquistaoAcordo de Paz — Historico
EUA e Ira encerram guerra — Ormuz reaberto em 19/06; cerimonia de assinatura na Suica
O PM do Paquistao anunciou no domingo o encerramento imediato e permanente das hostilidades em todas as frentes. Trump confirmou: "O acordo esta agora completo." Ormuz sera reaberto e o bloqueio naval americano removido em 19 de junho, com cerimonia de assinatura na Suica. Israel nao e parte do acordo mas Netanyahu endossou as restricoes nucleares ao Ira.
Contexto: O fim de quatro meses de conflito que custou ao Brasil: Ibovespa −10%, dolar +10%, IPCA rodando acima do teto e Selic travada. O caminho inverso comeca agora — Brent abaixo de US$ 83 ja antecipa a normalizacao. A semana mais importante para os ativos brasileiros desde o inicio da guerra.
02
Copom / SelicPolitica Monetaria Brasil
Copom decide Selic na quarta — manutencao esperada, mas comunicado pode sinalizar retomada do ciclo de cortes
A maior parte do mercado espera manutencao da Selic em 14,5%. O acordo de paz, porem, muda o cenario completamente: petroleo caindo, cambio apreciando e IPCA convergindo. O comunicado pós-decisao sera o dado mais relevante — o mercado quer saber se o BC sinaliza quando retomara os cortes.
Contexto: Ha uma semana, o mercado discutia alta da Selic. Hoje discute quando volta a cortar. A velocidade dessa reversao ilustra o impacto do conflito na politica monetaria brasileira. Se o Copom sinalizar abertura para corte em julho, os juros futuros despencam e o Ibovespa tem combustivel para superar 180 mil pontos.
03
Fed / WarshPolitica Monetaria Global
Primeira reuniao do Fed sob Warsh na quarta — com acordo de paz e petroleo caindo, espaco para sinalizar cortes
A reuniao do FOMC desta quarta sera a primeira presidida por Kevin Warsh. Manutencao em 3,50%–3,75% e o cenario base, mas o acordo de paz e a queda do petroleo mudam o contexto: Warsh pode sinalizar que o ciclo de cortes esta mais proximo do que o mercado imaginava ha uma semana.
Contexto: Fed sinalizar cortes + Copom sinalizar cortes + Brent em US$ 83 = o melhor cenario possivel para os ativos brasileiros. Qualquer sinalizacao mais dovish de Warsh na quarta teria impacto global relevante — dolar mais fraco e fluxo para emergentes.
04
Aneel / El Nino / EnergiaInflacao — Proximo Capitulo
Conta de luz sobe 8,6% em 2026 (Aneel) — El Nino ativo ameaca reservatorios e pode encarecer ainda mais em 2027
A Aneel confirmou alta de 8,6% na conta de luz para 2026. Com o El Nino agora ativo (NOAA), o risco de 2027 e maior: o fenomeno "queima" reservas de hidreletricas e pode elevar tarifas de energia. O CNPE deve aprovar em 24 de junho a elevacao da mistura de etanol na gasolina de 30% para 32%.
Contexto: A guerra era o risco imediato; o El Nino e o risco estrutural. Para o Copom, o IPCA de energia em 2027 pode ser um limitador do ciclo de cortes mesmo com o fim do conflito. A aprovacao do etanol a 32% e uma resposta parcial — reduz dependencia de importacao de forma gradual.
05
Fazenda / Congresso / FiscalRisco Fiscal Brasil
Crescimento acima do potencial, inflacao alta e juros elevados — desequilibrios domesticos persistem alem da guerra
Com o fim da guerra, os desequilibrios domesticos voltam ao centro: crescimento acima do potencial, IPCA acima do teto, juros elevados e pautas-bomba de R$ 111 bi no Congresso. As "bondades" de Lula somam R$ 215 bi no ano eleitoral, com 96% fora do arcabouco fiscal. Selic e a mais alta em ano eleitoral desde 2006.
Contexto: O fim da guerra resolve o choque externo, mas nao resolve os desequilibrios domesticos. O Brasil tem crescimento acima do potencial com inflacao acima da meta — essa combinacao limita o espaco de cortes da Selic independentemente do petroleo. O ajuste sera mais lento do que o mercado antecipa no rali desta segunda.