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Panorama GlobalInternacional
📜 Trump divulga memorando EUA-Ira no G7 e anuncia proximos objetivos: na abertura da cupula em Evian, Trump divulgou o memorando de entendimento assinado com o Ira, com cerimonia formal confirmada para sexta (19) e reabertura gradual de Ormuz. O presidente anunciou que agora buscara encerrar os conflitos na Ucrania e no Libano. O Nikkei superou brevemente os 70.000 pontos pela primeira vez na historia.
S&P 500−0,06%Futuro — consolidacao
Kospi+2,11%Coreia do Sul
CAC / FTSE+0,81/0,63%Europa avanca
Nikkei+0,13%Apos bater 70k pts
Brent−1,92%US$ 81,57/bbl
WTI−2,35%US$ 78,85/bbl
Treasury 10a4,448%↓ de 4,481%
Ouro+0,32%US$ 4.365/oz
Fed — quarta, amanha
Manutencao em 3,50%–3,75% esperada
1a decisao de Warsh. Projecoes e coletiva em foco — mercado busca sinalizacao sobre cortes com petroleo em queda.
Copom — quarta, amanha
Mercado dividido: corte de 0,25 ou pausa
Focus eleva IPCA 2026 para 5,30% (14a alta). Acordo de paz abre espaco — mas desequilibrios domesticos persistem.
- Banco do Japao elevou juros para 1% — maior nivel em 31 anos, puxado pelo impacto do petroleo elevado nos precos. Com o Brent caindo para US$ 81, o movimento pode ser o ultimo antes de uma pausa no BoJ
- China: vendas no varejo caem pela primeira vez em mais de tres anos em maio; producao industrial +4,5% — demanda domestica fraca, producao resiliente
- Dow Jones renovou recorde historico ontem; Nasdaq +3,07% — tecnologia lidera o rally pos-acordo
Ibovespa−0,42%170.415 pts
Petrobras−5%+Petroleo caindo pressiona
IPCA 20265,30%Focus — 14a alta seguida
Defasagem gas.−34%Abicom · 16/06 — melhora forte
⚠️ Ibovespa cai apesar do acordo — Petrobras derruba o indice: o indice abriu em alta de 1,81% ontem, mas devolveu todos os ganhos com o tombo de mais de 5% nas acoes da Petrobras. O paradoxo: o acordo de paz e otimo para o Brasil macro, mas pessimo para a Petrobras no curto prazo — petroleo caindo = receitas menores para a estatal. O efeito liquido sobre o indice foi negativo.
📊 Focus: IPCA 2026 sobe para 5,30% — 14a alta consecutiva: a revisao desta segunda foi a mais agressiva das ultimas semanas. A Selic esperada para o fim do ano subiu de 13,50% para 13,75%, e a projecao para 2027 saltou de 11,50% para 12,00%. O mercado esta dividido entre corte e pausa no Copom de amanha.
- Varejo hoje (BTG): varejo restrito −0,4% m/m e +2,5% a/a; varejo ampliado −0,1% m/m e +2,8% a/a. Consumo desacelerando com juros altos e inflacao acima da meta
- Fim do auxilio a combustivel no radar: com o acordo EUA-Ira, o governo ja estuda encerrar a subvencao ao diesel — o que pode pressionar os precos nos postos se o Brent nao cair o suficiente para compensar
- CNPE vota em 24/06 o aumento da mistura do etanol na gasolina de 30% para 32% — medida estrutural que reduz dependencia do petroleo importado
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Empresas em DestaqueCorporativo
- Gerdau (GGBR4): assinou contrato com a Copel para comprar 23,03% da Dona Francisca Energetica por R$ 150 milhoes — usina hidrelétrica de 125 MW no Rio Grande do Sul. Sujeito a aprovacao do Cade.
- CSN (CSNA3): iniciou venda de ativos de infraestrutura (terminais portuarios, participacao na MRS e Tora Logistica) e esta nas fases finais para vender participacao majoritaria na CSN Cimentos — desinvestimento para reduzir alavancagem.
- Petrobras (PETR3/4): tombo de mais de 5% ontem reflete o efeito direto da queda do petroleo nas receitas projetadas. Com o Brent em US$ 81 e WTI abaixo de US$ 79, a empresa tera que recalibrar seu planejamento financeiro.
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Análise do DiaResearch BTG Pactual
O pos-acordo revela uma tensao interna interessante no mercado brasileiro: o que e otimo para a economia — petroleo caindo, inflacao convergindo, cambio apreciando — e pessimo para a Petrobras, que representa mais de 10% do Ibovespa. O tombo de 5% da estatal ontem ilustra esse paradoxo. Segundo o research do BTG Pactual, o dado mais revelador da semana ate aqui e o Focus: IPCA 2026 em 5,30% na 14a alta consecutiva mostra que as expectativas de inflacao ainda nao reagiram ao acordo de paz — o mercado esta aguardando a implementacao real antes de revisar para baixo. Amanha e o dia decisivo: Fed e Copom decidem simultaneamente. O BTG aponta que a defasagem da gasolina recuando de −44% para −34% em apenas quatro dias e o sinal mais concreto de que o alívio dos combustiveis esta chegando — se o Brent permanecer abaixo de US$ 82 ate sexta (reabertura de Ormuz), a defasagem pode chegar a −20% ou menos nas proximas semanas, abrindo espaco para o governo encerrar a subvencao ao diesel sem pressionar os precos nos postos.
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Radar de Inflação
Monitoramento de Preços
Defasagem Gasolina
−34%
Abicom · 16/06 — era −44% na 6a
Defasagem Diesel
−30%
Abicom · 16/06 — forte melhora
Brent
US$ 81,57
−1,92% — minima desde marco
IPCA 2026 (Focus)
5,30%
14a alta seguida — expectativas lentas
- Melhora expressiva nas defasagens em 4 dias: gasolina foi de −44% para −34% e diesel de −45% para −30% entre 12/06 e 16/06 — a queda mais rapida desde o inicio do conflito. Com o Brent abaixo de US$ 82 e WTI em US$ 78, a trajetoria e de convergencia rapida para o equilibrio
- Governo ja estuda encerrar subvencao ao diesel: com o petroleo caindo, o custo da subvencao de R$ 1,12/litro pode se tornar desnecessario nas proximas semanas. O encerramento precisa ser calibrado para nao pressionar os postos — o timing e a chave
- Conta de luz ainda preocupa: El Nino ativo pode elevar uso de termicas e encarecer tarifas em 2027. Aneel confirma +8,6% em 2026. O CNPE vota etanol a 32% em 24/06 — medida que contribui para reduzir custo na bomba
- Focus em 5,30% mostra expectativas lentas para reagir: o mercado ainda nao revisou o IPCA para baixo mesmo com o petroleo caindo. A revisao deve vir nas proximas semanas, conforme o efeito do acordo de paz se materializa nos dados — especialmente no IPCA de junho
- Graos e alimentos em queda: soja, milho e graos abrem a semana em queda com expectativa de producao elevada no Brasil (Conab confirma supersafra de soja). O El Nino e o principal risco para reverter essa tendencia no 2S26
📌 Leitura do Radar: a defasagem da gasolina em −34% e o dado mais positivo do Radar desde antes do conflito — uma melhora de 54 p.p. em relacao ao pico de −88%. Com o Brent em US$ 81 e Ormuz reabrindo sexta, a trajetoria e clara. O desafio agora e o Focus em 5,30%: as expectativas de inflacao sao lentas para cair — e o Copom amanha decide em meio a essa tensao entre o alivio externo e a desancoragem interna.
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Clipping de NotíciasSeleção do Dia
As 5 notícias com maior impacto para o mercado financeiro desta edição.
01
Fed / CopomDupla Decisao de Juros — Amanha
Fed e Copom decidem amanha — mercado dividido; 1a reuniao de Warsh e comunicado do BC brasileiro sao os dados-chave
O Fed deve manter juros em 3,50%–3,75% — mas as projecoes atualizadas e a coletiva de Warsh sao o que o mercado realmente aguarda. No Brasil, o Copom esta dividido entre corte de 0,25 p.p. e pausa, com o Focus em 5,30% na 14a alta e o acordo de paz mudando o cenario externo. Os dois comunicados definem o tom para os proximos meses.
Contexto: Ha uma semana, o mercado discutia ALTA da Selic. Amanha discute se corta ou pausa. A velocidade da mudanca reflete o impacto direto do acordo de paz. O comunicado do Copom sera mais importante que a decisao em si — sinalizar retomada do ciclo de cortes seria o gatilho para o Ibovespa superar 180 mil pontos.
02
Ibovespa / PetrobrasParadoxo do Pos-Acordo
Ibovespa cai 0,42% com Petrobras tombando mais de 5% — petroleo barato e otimo para o Brasil, pessimo para a estatal
O indice abriu em alta de 1,81% ontem, mas devolveu tudo com o tombo da Petrobras. A queda do petroleo — positiva para a economia e para a inflacao — reduz diretamente as receitas da estatal, que representa mais de 10% do Ibovespa. O efeito composicao do indice gerou resultado negativo mesmo em um dia de boa noticia macro.
Contexto: O paradoxo da Petrobras e temporario — o efeito positivo do acordo sobre o consumo, os juros e o cambio tende a superar o impacto negativo do petroleo mais baixo no Ibovespa no medio prazo. Mas no curto prazo, a estatal e um peso relevante sobre o indice.
03
Banco do JapaoMacro Global
Japao sobe juros para 1% — maior nivel em 31 anos; Nikkei supera 70.000 pontos pela primeira vez na historia
O Banco do Japao elevou os juros para 1%, maior nivel desde 1995, em resposta ao impacto do petroleo elevado nos precos. Com o Brent caindo para US$ 81, o movimento pode ser o ultimo antes de uma pausa. O Nikkei superou brevemente os 70.000 pontos — marco historico para a bolsa japonesa.
Contexto: BoJ subindo juros e a normalizacao da politica monetaria japonesa, que mantem capital no Japao em vez de exporta-lo via carry trade. Para emergentes, menos fluxo de yen; para o dolar, pressao adicional de queda. O Nikkei a 70k e um sinal da confianca dos investidores no renascimento da economia japonesa.
04
Focus / ExpectativasInflacao Brasil
Focus eleva IPCA 2026 para 5,30% — 14a alta consecutiva; Selic esperada sobe para 13,75% no fim do ano
A 14a revisao semanal consecutiva para cima leva o IPCA 2026 a 5,30%. A Selic esperada para dezembro subiu de 13,50% para 13,75%, e a projecao para 2027 saltou de 11,50% para 12,00%. O mercado ainda nao revisou as expectativas para baixo apesar do acordo de paz — aguarda implementacao real.
Contexto: Expectativas sao lentas para cair mesmo com o petroleo recuando. A revisao positiva do Focus virá com defasagem de 2 a 3 semanas apos a implementacao do acordo. O Copom amanha decide em meio a essa tensao — e o comunicado precisara reconhecer o alivio externo sem ignorar a desancoragem interna.
05
TCU / Fiscal / AgenciasRisco Fiscal Brasil
TCU aponta 10 medidas de Lula sem respeitar exigencias fiscais; agencias de risco alertam para divida crescente
O TCU identificou que o governo Lula editou ou sancionou 10 medidas sem respeitar exigencias fiscais em 2025. As agencias de risco citam divida crescente e rigidez fiscal como fatores de alerta — comparando o Brasil ao Mexico, que perdeu o grau de investimento por desequilibrios similares. A "licao mexicana" e usada como aviso.
Contexto: O risco fiscal e o fator que impede o mercado de precificar de forma mais otimista o cenario pos-acordo. Com 14 semanas de revisao do IPCA para cima e 10 medidas fora do arcabouco, a credibilidade fiscal e o calcanhar de Aquiles do Brasil neste momento — e o principal limitador do ciclo de cortes da Selic.