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Panorama GlobalInternacional
⚠️ Fim de semana de reescalada: EUA e Irã trocam ataques antes de nova pausa: no sábado (27), um navio-tanque de bandeira do Panamá foi atingido por drone iraniano em Ormuz, levando os EUA a atacar instalações de mísseis, drones e radares costeiros iranianos. O Irã revidou com mísseis e drones contra bases americanas no Kuwait e no Bahrein, e Trump voltou a ameaçar aniquilar o país. No domingo (28), os dois lados concordaram em suspender os ataques e retomar negociações em Doha esta semana. O tráfego comercial por Ormuz foi liberado.
S&P 500+0,75%Futuro
Nasdaq+1,05%Futuro — tech recupera
Hang Seng+1,57%Hong Kong
Nikkei+0,15%Japão
Brent+1,32%US$ 72,94/bbl — sobe c/ tensão
WTI+1,78%US$ 70,46/bbl
Ouro−0,95%US$ 4.057/oz
Treasury 10a4,384%↑ leve
Os mercados operam em alta moderada após o acordo de nova pausa — o petróleo sobe com a tensão do fim de semana, mas de forma contida (Brent ainda abaixo de US$ 73), sinal de que o mercado aposta na manutenção do canal diplomático. As negociações em Doha esta semana são o próximo teste do acordo.
- Massa salarial nos EUA +4,8%: o avanço pressiona o Fed a manter juros altos por mais tempo. Kashkari vê uma alta até o fim do ano e admite que o Fed pode estar "atrás da curva". Semana decisiva para Warsh, com dados de trabalho e sua estreia internacional
- China x Japão: Pequim incluiu 20 entidades japonesas (entre elas fornecedoras de defesa) na lista de controle de exportações — nova escalada de tensão entre os dois países
- Rússia-Ucrânia: Putin rejeitou nova proposta de Kiev e reafirmou o objetivo de tomar quatro regiões ucranianas; a Ucrânia intensifica ataques de drones a refinarias russas
Ibovespa+0,80%173 mil pts · +2,95% sem.
Dólar−0,20%R$ 5,16 · −2,47% em jun
Defasagem gas.−31%Abicom · 29/06
Defasagem diesel−29%Abicom · 29/06 — melhora
📈 Ibovespa retoma os 173 mil pontos com ganho semanal de 2,95%: a bolsa fechou a semana em alta de 0,8% na sexta, na contramão de outros emergentes, e o real foi destaque positivo — o dólar acumulou queda de 2,47% em junho, a R$ 5,16. O IPCA-15 abaixo do esperado e a leitura mais construtiva do ciclo de cortes sustentaram o bom desempenho doméstico, mesmo com a volatilidade externa.
🧨 Pauta-bomba volta ao radar: Alcolumbre marca votação de PEC de R$ 30 bi no Senado: a medida põe o governo em alerta — é mais um teste para a disciplina fiscal num momento em que o cenário internacional de juros mais altos aumenta a pressão por ajuste fiscal no próximo governo. O STF, por sua vez, formou maioria (com voto de Fux) para liberar penduricalhos e adicionais a aposentados e pensionistas — nova frente de pressão sobre as contas públicas.
- Aneel repactua R$ 5,636 bilhões para amortecer reajustes tarifários em 21 distribuidoras (Norte, Nordeste, MT e partes de MG e ES). Bandeira amarela mantida em julho — custo extra pelo 3º mês seguido
- Desenrola dos adimplentes: Lula lança hoje programa para quem paga contas em dia, visando ampliar o acesso ao crédito — agenda social pré-eleitoral
- Foco da semana: dados de trabalho no Brasil e nos EUA. A massa salarial e o emprego serão decisivos para a leitura dos dois bancos centrais
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Empresas em DestaqueCorporativo
- Petrobras (PETR3/4): recebeu a segunda parcela do programa de subvenção ao diesel — R$ 170 milhões, após a parcela anterior de R$ 752 milhões. O programa está em fase de encerramento com a normalização do petróleo.
- Banco do Brasil (BBAS3): obteve não objeção do TCU para repactuar o cronograma de devolução do Instrumento Híbrido de Capital e Dívida (IHCD) ao Tesouro — saldo de R$ 4,1 bilhões será amortizado em parcelas, aliviando o fluxo de caixa de curto prazo.
- Gafisa (GFSA3): homologou aumento parcial de capital de R$ 200,9 milhões via subscrição privada com capitalização de créditos — capital social passou de R$ 2,21 bi para R$ 2,41 bi.
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Análise do DiaResearch BTG Pactual
O fim de semana foi um lembrete de que o acordo EUA-Irã ainda é frágil: a troca de ataques de sábado — drone iraniano contra navio-tanque, retaliação americana a instalações militares, contra-ataque iraniano a bases no Golfo — mostrou que a paz interina pode ser rompida a qualquer momento. Mas a leitura dos mercados nesta segunda é reveladora: o petróleo subiu apenas moderadamente (Brent ainda abaixo de US$ 73) e as bolsas operam em alta. Segundo o research do BTG Pactual, isso sinaliza que o mercado já aprendeu a separar o ruído militar da realidade do fluxo de petróleo — e aposta que ambos os lados retornarão à mesa em Doha. Para os investidores, a mensagem é que a volatilidade geopolítica se tornou parte do cenário-base, não mais um choque. O destaque doméstico positivo é a resiliência do Brasil: o Ibovespa retomou os 173 mil pontos com ganho semanal de quase 3% e o real apreciou 2,47% em junho, na contramão da fraqueza recente. O IPCA-15 melhor abriu espaço para o otimismo com o ciclo de cortes. Mas o BTG alerta para o que considera o tema central do segundo semestre: o fiscal. A votação da PEC de R$ 30 bilhões no Senado e a maioria do STF para liberar penduricalhos mostram que a pressão de gastos persiste — e o cenário internacional de juros americanos mais altos (massa salarial forte, Fed propenso a subir) aumenta a urgência de um ajuste fiscal no próximo governo. A inflação do petróleo passou; o desafio fiscal, estrutural, é o que definirá o prêmio de risco brasileiro daqui para frente.
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Radar de Inflação
Monitoramento de Preços
Defasagem Gasolina
−31%
Abicom · 29/06
Defasagem Diesel
−29%
Abicom · 29/06 — melhora vs. −35%
Brent
US$ 72,94
+1,32% — sobe c/ tensão no fim de semana
Conta de luz ago.
−R$ 9
Bônus Itaipu — alívio pontual
- Defasagens voltam a melhorar: gasolina em −31% e diesel em −29% (29/06) — recuperação após a piora pontual de sexta (diesel −35%). A oscilação reflete os movimentos do petróleo, que subiu no fim de semana com a reescalada mas segue abaixo de US$ 73. Diesel e gás de cozinha fecharam junho em queda; gasolina teve ligeira alta (ANP)
- Petróleo sobe com a tensão, mas de forma contida: a reescalada do fim de semana elevou o Brent para US$ 72,94 (+1,32%), mas o movimento foi moderado — o mercado não precifica um rompimento duradouro do acordo. Se Doha avançar, a trajetória de queda se retoma
- Alívio pontual na conta de luz em agosto: o bônus de Itaipu trará desconto médio de R$ 9. Mas a bandeira amarela foi mantida em julho (custo extra pelo 3º mês seguido) e os primeiros efeitos do El Niño já são sentidos no Sul — energia segue como vetor de risco
- Fertilizantes despencam com a trégua: a ureia caiu forte após a desescalada no Oriente Médio — alívio relevante de custo para o milho no Brasil. Mas o setor de fertilizantes alerta para a escassez global de enxofre, que pode reverter parte do benefício
- Clima pressiona alimentos: a onda de calor na Europa e o El Niño puxam açúcar, cacau e café. A picanha subiu mais de 10% no 1º semestre. O El Niño, com efeitos já sentidos no Sul, é o principal risco inflacionário para o 2S26
📌 Leitura do Radar: as defasagens voltaram a melhorar (gasolina −31%, diesel −29%) após a oscilação técnica de sexta. O petróleo subiu com a reescalada do fim de semana, mas de forma contida — o mercado aposta na diplomacia de Doha. O alívio dos combustíveis segue intacto no estrutural. O foco do 2S26 está definido: El Niño (energia e alimentos) e o fiscal doméstico, com a inflação do petróleo já superada como tema principal.
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Clipping de NotíciasSeleção do Dia
As 5 notícias com maior impacto para o mercado financeiro desta edição.
01
EUA / Irã / OrmuzGeopolítica — Reescalada
EUA e Irã trocam ataques no fim de semana antes de nova pausa — negociações em Doha são o próximo teste
No sábado, um drone iraniano atingiu um navio-tanque em Ormuz; os EUA atacaram instalações militares iranianas e o Irã revidou contra bases no Kuwait e no Bahrein. No domingo, os dois lados acordaram suspender os ataques e retomar negociações em Doha. O tráfego por Ormuz foi liberado. O petróleo subiu de forma contida (Brent abaixo de US$ 73).
Contexto: A reescalada mostra que o acordo interino é frágil, mas a reação moderada do petróleo revela que o mercado aposta na diplomacia. Para o investidor, a volatilidade geopolítica virou parte do cenário-base — choques pontuais sem rompimento estrutural. Doha esta semana é o teste decisivo da durabilidade do acordo.
02
Ibovespa / CâmbioBrasil — Resiliência
Ibovespa retoma 173 mil pontos com ganho semanal de 2,95%; real apreciou 2,47% em junho
A bolsa fechou a sexta em alta de 0,8%, na contramão de outros emergentes, com ganho de 2,95% na semana. O dólar recuou a R$ 5,16, acumulando queda de 2,47% no real frente ao dólar em junho. O IPCA-15 abaixo do esperado e a leitura construtiva do ciclo de cortes sustentaram o desempenho doméstico.
Contexto: O Brasil mostrou resiliência num mês turbulento — bolsa em alta e real apreciando apesar da volatilidade externa e do fluxo estrangeiro negativo. A combinação de inflação melhorando, ciclo de cortes em curso e valuations atrativos sustenta a tese construtiva. O risco segue sendo o fiscal e o ambiente externo de juros altos.
03
Senado / STF / FiscalRisco Fiscal Brasil
Alcolumbre marca votação de PEC de R$ 30 bi no Senado; STF tem maioria para liberar penduricalhos
O presidente do Senado marcou a votação de uma PEC de R$ 30 bilhões, colocando o governo em alerta. Em paralelo, o STF formou maioria (com voto de Fux) para liberar penduricalhos e adicionais a aposentados e pensionistas. As duas frentes pressionam as contas públicas num momento de juros globais mais altos.
Contexto: O fiscal é o tema central do 2S26. Com a inflação do petróleo superada, o prêmio de risco brasileiro passa a depender da disciplina de gastos. A PEC de R$ 30 bi e a liberação de penduricalhos pelo STF apontam na direção contrária — e o cenário de juros americanos mais altos aumenta a urgência de um ajuste no próximo governo.
04
Fed / Massa Salarial / WarshPolítica Monetária Global
Massa salarial nos EUA avança 4,8% e pressiona Fed; Kashkari vê alta de juros até o fim do ano
O avanço de 4,8% na massa salarial americana reforça a pressão por juros altos por mais tempo. Kashkari afirmou ver uma alta até o fim do ano e admitiu que o Fed pode estar "atrás da curva". Warsh enfrenta semana decisiva, com dados de trabalho e sua estreia internacional, inaugurando uma era de menos orientação e mais incerteza.
Contexto: O descompasso de ciclos se aprofunda: Brasil cortando, EUA caminhando para subir. A massa salarial forte valida o Fed hawkish e mantém o dólar pressionado globalmente — o que limita a apreciação do real apesar da melhora doméstica. É o principal vetor externo a monitorar no 2º semestre.
05
Aneel / Energia / El NiñoInflação — Energia
Aneel repactua R$ 5,6 bi para amortecer reajustes; bandeira amarela mantida e bônus de Itaipu alivia agosto
A Aneel formalizou repactuação de R$ 5,636 bilhões para amortecer reajustes em 21 distribuidoras (Norte, Nordeste, MT e partes de MG e ES) e manteve a bandeira amarela em julho — custo extra pelo 3º mês seguido. O bônus de Itaipu trará desconto médio de R$ 9 na conta em agosto. Os primeiros efeitos do El Niño já são sentidos no Sul.
Contexto: A energia elétrica é o vetor inflacionário que substitui o petróleo no radar. A repactuação e o bônus de Itaipu trazem alívio pontual, mas a bandeira amarela persistente e o El Niño ativo apontam pressão estrutural — especialmente para 2027. É um dos motivos pelos quais o BC mantém cautela mesmo com o IPCA-15 melhor.